IDK

Tentando novamente, de novo e de novo... Estou tentando fazer com que meus sonhos deixem de ser apenas algo fictício e façam parte do que eu vivo. É difícil driblar as dificuldades com êxito, é difícil lidar com turbilhões de sensações que fazem parte do meu eu de agora. Penso que mudanças estão prestes a vir, para mudar por completo minha realidade obscura. Entretanto, o meu medo e pessimismo em demasia torna-se um pesadelo sem escapatória. Gostaria de alcançar aquilo que estou procurando, de poder expressar meu sentimentos com exatidão e, assim, poder compartilhá-los com aqueles que desejo, mas, infelizmente, minhas tentativas são inúteis. Dizer a verdade é um desafio quase impossível, e dizer o quanto eu quero... é insuportável.

Dedicando-se²

A determinação é definitivamente a chave para o sucesso. Ser uma pessoa empenhada e dedicada prova que você está apto para ser alguém produtivo na vida. E é por isso que estou tentando focar em aprender, mesmo que demore. Não quero me sentir ignorante, gostaria de aprender ainda mais. E para isso, tentarei focar em aprender tudo aquilo que não sei. Impossível, eu sei, mas a ideia de ter um conhecimento tão minúsculo é um pouco ruim e até mesmo assustadora... Mas tentarei ao máximo fazer com que minha ignorância me abandone aos poucos.

Dedicando-se

A determinação é a maior arma que você pode utilizar para conseguir o que quer. Basta ter empenho e dedicação e tudo aquilo que você planeja alcançar pode se tornar realidade e deixar de ser uma utopia sem fundamento. O problema é que são poucos aqueles que sabem como utilizar essa arma tão útil. Ignorá-la é um erro e tanto, já que usufruir dela é um grande benefício. Acredito que se eu tiver determinação para conquistar aquilo que eu desejo, posso conseguir, mesmo que no inicio aparente ser complicado. É uma das coisas que eu preciso focar, caso contrário, nada do que eu planejo dará certo.

Corromper

"Ninguém mais está aqui
Meu coração não está em lugar nenhum
Do vazio do meu coração
Você e todos os outros já se foram
Sozinha, eu olhei para a lua minguante desaparecendo do céu noturno
Você se foi..." 
— MYTH & ROID - Tough & Alone

O vermelho persegue-me. Roubando todo o espaço daquele pequeno cômodo escuro, o vermelho escarlate sempre persegue-me. Está dilacerando minha alma aos poucos, derramando minha sanidade até chegar a hora do momento final. Meu coração está dentro de você. Eu o guardei, porque sabia que você o protegeria até os fins dos tempos. Mas você escondeu de mim a verdade. Escondeu de mim que sua vida, diferente da minha e de todos, não era eterna. Deixe-me ao menos pegar o meu pequeno coração de volta... Agora é tarde demais, pois ele está maculado. Mas eu estou vazia. E esse vermelho está perseguindo-me. Preciso de você. Do seu abraço e do seu enorme sorriso para aquecer o meu interior. Mas eu estou vazia. O vermelho ainda está me corrompendo, até o último segundo. Incessantemente, eu não possuo mais escapatória. O seu rosto assustado, a sua última expressão, ela está fazendo meu corpo arrepiar-se por completo. O seu sangue... As suas últimas palavras... Estou trêmula. Não possuo mais escapatória para o vermelho. 
Estou completamente corrompida.
Por favor, traga de volta o seu sorriso até mim...
É o meu último pedido.
...
Lembro como era comum chamarmos todas as crianças da vizinhança para brincarmos na chuva do verão. Gostávamos de dançar, de saborear a sensação fascinante do vento soprando em nossas peles molhadas, do frescor do verão imerso as sensações de felicidade de cada um de nós... Você erguia-me para o alto e girava-me enquanto a chuva caía em meus cachos. Riamos, riamos até cansarmos de tanta alegria em nossos corpos. Seus olhos brilhavam, brilhavam tanto que eu poderia sentir à quilômetros de distância o seu calor. Simplórios, porém poderiam refletir toda a sua felicidade e alegria do momento. Eu poderia ver em seus olhos castanhos o meu sorriso de satisfação em estar ao seu lado. Depois todos esses momentos, no fim do dia, você encontrava um cobertor quente e encontrávamos juntos um bom lugar para descansarmos. Você me abraçava, contava um conto de fadas qualquer até eu pegar no sono e me aconchegava até o amanhecer.
Mas, neste exato momento, a chuva que molha minha face causa-me angústia. Insuportavelmente molha minha pele maculada, e insuportavelmente relembra-me os bons momentos que tivemos juntos. Ao carregar seu corpo, começo a sentir falta do arco-iris no meu interior. Agora todas as cores se foram junto de você e só sobrou-me o maldito vermelho. Maldito esse, que pinga no chão e em minha roupa a cada passo que dou. Maldito esse, que tinge o seu maravilhoso sorriso. Maldito esse, que trouxe-me para cada um de nós o gosto do fim.
Ajoelho-me no chão. O vermelho escorre comigo, em uma sincronia admirável. Fechando meus olhos, sentindo apenas a sensação dos pingos de chuva e das minhas lágrimas desesperadas sobre minha pele. Penso em como seria incrível ser capaz de desistir. De enfiar em meu peito uma adaga honrosa, que perfuraria pouco a pouco a minha pele e trazia finalmente a paz que sempre quis ter. De girar novamente contigo na chuva, de poder sentir o seu calor aconchegante novamente... De poder dizer as palavras que sempre quis dizer para ti em toda a minha vida.
Obrigada por todas as memórias incríveis que você me deu.
Obrigada por fazer parte de minha vida.
Mas, infelizmente, agora estou corrompida.
O vermelho finalmente corrompeu minha sanidade.

Procura-se

Sinto-me como se algo estivesse esvaindo-se de meu corpo aos poucos. Agora, estou a sua procura, mesmo sem saber seu real significado em minha vida. Procuro aquelas palavras simplórias, mas que estão imensas a complexividade. Procuro por aquilo que perdi. Aquilo que nunca tive. Aquilo que estou tentando alcançar. Procuro pelos reais significados daqueles sentimentos que são citados por todos que já sentiram, que marcam a vida e trazem um real sentido à ela, pela real dor ou alegria que estes simples sentimentos me proporcionariam. Estou inundada, coberta pelo impetuoso sentimento da solidão que me puxa cada vez mais para o vazio que estive fugindo em toda a minha vida.

Aleatoriedade matinada

Agora que estou aqui, com a oportunidade única de escrever tudo aquilo que estivesse pensando nos últimos dias, todos os pensamentos que ecoavam em minha mente desapareceram e deram lugar a minha indecisão. Agora que posso escrever, não sou capaz de pensar em nenhum assunto em especial para abordar aqui. É engraçado pensar que nunca consigo depositar minhas ideias em algum lugar. Sempre que preciso delas, elas fogem, como se tivessem medo de serem compartilhadas. Tudo aquilo que escrevi até hoje não se compara a quantidade de assuntos que gostaria de ter colocado no papel, mas infelizmente não pude, embora eu não possa explicar exatamente o motivo disso acontecer. Gostaria de ser capaz de colocar todos os meus pensamentos em um só lugar para todos lerem e compreenderem tudo aquilo que quero dizer (embora eu saiba que, levando em consideração a quantidade de pessoas no mundo, seria impossível uma quantidade considerável de pessoas terem algum tipo de interesse pelos pensamentos fúteis de uma garota de 14 anos). Um dia eu quero ser capaz de compartilhar aquilo que tenho vontade. Mas também gostaria de poder ler aquilo que todos ao meu redor pensam, quem sabe assim a comunicação se torne mais fácil. 

Eu admiro o fato de cada pessoa ter uma visão diferente do mundo. Porém muitos de nós lutamos por um mesmo ideal. Compartilhamos as mesmas vontades, os mesmos problemas, embora não pareça. Todos nós estamos sempre procurando algo, procurando aproveitar a vida ao máximo. Mesmo que as formas sejam diferentes, no fundo estamos tentando trazer algum sentindo ao nossos dias pacatos de vida. A cada dia que passa, estamos mais perto de alcançarmos a escuridão, mas também estamos adquirindo cada vez mais conhecimento, mais informações para armazenamos.

Eu acho que deveria parar por aqui. Estou com sono e pareço ter viajado vários quilômetros (ou metros, quem sabe centímetros) utilizando apenas palavras. É isso. Até mais.

Escrito dia 3 de fevereiro, provavelmente às 3:00.

Visita matinal

Abandonar o doce som da melodia 
Para dar olá ao som ensurdecedor das buzinas dos carros
O pijama quente nos dias de inverno
Para dar olá a roupa desconfortável do cotidiano

Cansada, é o que esteve me definindo
Eu não posso reclamar
Estamos estáticos, parados em um mundo apático
Fomos programados
Eu estou agindo como deveria?
O que eu devo fazer?

Antigamente, em dias fatídicos
Eu gritava e berrava para todos ouvirem
"Eu estou cansada", dizia 
"Gostaria de repouso"

Dias fatídicos ainda me dão olá
Mas necessito ficar calada
"Calada", eles disseram 
"Você não possui o direito de reclamar"

O tempo sufoca-me aos poucos
Sinto minha liberdade esvaindo-se
"Volte para mim", eu digo, " eu preciso de você"
"Aprenda a encarar a vida", ela dissera
"Nada é tão fácil quanto parece"

Em mais um dia fatídico com o calor sufocando-me
Acabo soltando uma lágrima
Ela escapa, sem permissão, como se estivesse implorando para sair
Junto, uma, duas, três, todas em conjunto
O que eu devo fazer?

Mais um dia fatídico vem, para dar-me o olá matinal
"Fazia tempo que não nos víamos" ele dissera
Mas eu estive recebendo sua visita dia após dia
O que eu devo fazer?
"Vá embora", eu digo, "apenas deixe-me em paz"

Minhas súplicas de socorro não são ouvidas
E mais uma vez, você aparece
Mais uma vez
Eu estou cansada
O que eu devo fazer?